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Casa
Histórico
Localizada na Av. Câmara Cascudo,
377, Centro, Natal/RN, a casa onde Cascudo viveu grande parte de sua
vida,
sempre foi um endereço de referência da cultura do
nosso estado.
Correspondentes de Cascudo de fora do Brasil escreviam no envelope
apenas LUÍS
DA CÂMARA CASCUDO - NATAL - BRASIL, e a carta chegava,
certinha, ao endereço
correto. Nela, Cascudo não apenas viveu, mas escreveu a
quase totalidade de sua
imensa obra e acumulou uma das maiores "fortunas culturais
brasileiras". Foi naquele sobradinho que Ary Barroso desenhou na parede
um
pentagrama com o primeiro compasso de Aquarela do Brasil ,
seguido da
dedicatória : "Ao gênio e ao amigo. Ary".
Também Assis Chateaubriand, o
todo-poderoso dono dos Diários Associados,
a maior rede de emissoras de
rádio, estações de
televisão e jornais do país até os
anos 60, escreveria, numa
das paredes: "Ficarei grudado a esta casa como um cascudo no fundo do
rio
Potengi".
A casa foi construída na forma de
um
chalé, em 1900, pelo industrial Afonso Saraiva
Maranhão. Hoje, apesar de
algumas pequenas reformas, o prédio ainda guarda as suas
feições originais,
como a implantação sobre o alinhamento da rua.
Ela possui uma planta
retangular, com cobertura em duas águas caindo para os
pátios laterais do
terreno, sendo esta cobertura arrematada por uma cornija (molduras
salientes
que servem de arremate à parte superior das
edificações) e lambrequins
(ornamento na forma de um rendilhado), evidenciando o tratamento
eclético da
obra. Na sua fachada frontal, destaca-se a influência do
estilo neoclássico na
presença de um frontão triangular com um
óculo (abertura ou janela circular ou
oval) central.
Originalmente a casa pertencia ao
sogro de Cascudo, Desembargador Dr. José Teotônio
Freire (1858-1944), que a
adquiriu em 18 de março de 1910 pelo preço de
8:000$00 (oito contos de réis) em
moeda legal, quando da transferência de Afonso Saraiva,
antigo proprietário, de
Natal. A escritura pública da casa foi lavrada pelo
Tabelião Miguel Leandro do
Nascimento em Natal a 17 de junho de 1910. Nela nasceu a esposa de
Cascudo,
Dáhlia Freire Cascudo, casaram-se Cascudo e Dona
Dáhlia, nasceram os seus
filhos Fernando Luis e Anna Maria, e casou-se a sua filha Anna Maria.
Em 17 de
janeiro de 1947, Cascudo comprou o chalé da sua sogra Dona
Maria Leopoldina
Viana Freire pelo preço de 70.000 cruzeiros em moeda legal e
corrente, uma vez
que o sogro já tinha falecido. Lá ele viveu
até o fim de seus dias, em 1986, e
para onde sempre voltava dizendo: "O melhor da viagem é
estar de
volta". Em 1990, ela foi tombada a nível estadual
através da Portaria No.
045/90, como forma de preservação e
conservação histórica.
Além de sua própria
arquitetura a
casa guarda coleções preciosas que Cascudo
acumulou no decorrer de sua vida.
Dentro dela estão coleções de arte
popular brasileira e estrangeira, arte
sacra, etnografia africana, arte indígena, comendas,
pinacoteca e mobiliário.
Uma curiosidade muito peculiar da mesma são as paredes da
biblioteca, que são
repletas de autógrafos de inúmeros visitantes
ilustres da casa tais como:
Juscelino Kubitschek, Gilberto Freyre, Ary Barroso, Procópio
Ferreira, Dorival
Caymmi, Bárbara Heliodora, Mário de Andrade, Luiz
Gonzaga, Jararaca e Ratinho,
Malba Tahan, Eva Todor, Monteiro Lobato, Djalma Maranhão
(ex-prefeito de
Natal), Waldemar Henrique (conhecido compositor brasileiro),
João Café Filho,
Rui Barbosa (fotografia autografada com o texto "Ao meu bom amigo
Câmara
Cascudo. Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1941."), Sylvio Piza Pedrosa (ex-prefeito e
ex-governador do estado) e do
compositor Heitor Villa-Lobos, que mandou a Cascudo sua fotografia com
este
autógrafo: "Uma boa testa para levar um Cascudo amigo",
datado de
10/06/49.
Em 2005, a Casa encontrava-se
seriamente comprometida por uma infestação de
cupins no seu telhado. Para
solucionar este problema foi iniciada uma
restauração em dezembro do mesmo ano,
toda realizada com recursos próprios. Além do
novo madeiramento e telhado,
foram recuperados os assoalhos e forros de madeira, as portas e
janelas, os
gradis de ferro e o piso de ladrilho hidráulico. O
mobiliário também passou por
uma criteriosa restauração devolvendo o esplendor
a peças históricas como o
conjunto em jacarandá de sofá e cadeiras
pertencentes originalmente a Pedro
Velho.
A restauração
deverá ser concluída ainda este ano e a
casa estará aberta à
visitação de todos os interessados em conhecer um
pouco
mais do mestre potiguar. A casa está impregnada
não apenas de lembranças
familiares e amigas, mas também de uma vida dedicada ao
saber e a cultura do
nosso estado e do nosso país. Nela Cascudo produziu,
sozinho, uma obra
inigualável, não apenas no volume de sua
produção como também na amplitude dos
seus temas, fazendo com que o Brasil se conheça
através de sua diversidade
cultural.
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Visitação
Visitas
de Grupos
- As visitas de grupos são
realizadas apenas com pré-agendamento nos dias e
horários fixados pela instituição.
- O agendamento de grupos
deverá ser feito e confirmado através de duas
maneiras: pelos telefones (84) 3222-3293 ou (84) 3221-0131 ou pelo
endereço eletrônico agendamento@cascudo.org.br.
- O Instituto enviará por
correio eletrônico a confirmação da
data e horário da visita.
- No caso de visita de grupos de
estudantes, a escola deverá enviar um acompanhante adulto
responsável pelo grupo. O acompanhante será
responsável pelo adequado comportamento do grupo no interior
da instituição.
- Os grupos deverão ter no
máximo 40 visitantes e serão divididos em
subgrupos de 10 para visitação. Os demais
aguardarão nas dependências da
instituição.
- Escolas da rede pública
e projetos sociais deverão encaminhar, antes da visita, um
ofício para a instituição solicitando
a isenção do pagamento do ingresso.
Horário
Funcionamento: 3ª a Sábado,
das 9 às 17h.
Bilheteria: fecha às 16:30h.
Não abrimos para visitação
aos domingos e segundas-feiras.
Preço
do Ingresso
R$ 2,00 (dois reais)
Estudantes com carteira pagam
meia-entrada.
Escolas da rede pública e
projetos sociais são isentos do pagamento.
Professores da escola
particular acompanhando grupos de alunos são isentos do
pagamento.
O ingresso só pode ser pago
em dinheiro, não havendo venda antecipada de ingresso.
Recomendações
- A visitação
é recomendável para crianças
alfabetizadas.
- Não é
permitido o consumo de alimentos, bebidas, balas ou chicletes no
interior do recinto.
- É permitido fotografar,
sendo terminantemente proibido o
uso do flash. Não é permitido fotografar ou
filmar com fins comerciais.
- É proibido fumar.
- Mochilas, sacolas, pacotes, malas,
brinquedos e afins deverão ser deixados no guarda-volumes.
Endereço
Avenida Câmara Cascudo,
377, Cidade Alta
Natal/RN,
CEP: 59.025-280
Fone:
(84) 3222-3293 e (84) 3221-0131
Pavilhão
Dáhlia Freire Cascudo
Construído na forma de
anexo, em 2008, o
pavilhão homenageia a esposa e companheira de uma vida de
Câmara Cascudo,
Dáhlia, “uma flor sem espinhos”. Nascida
a 18 de julho de 1909, casou-se com
Cascudo em 1929 e tiveram uma união de 57 anos de muita
harmonia, compreensão,
respeito e amor mútuo. Dáhlia, falecida em 08 de
março de 1997, foi o grande
esteio emocional de Cascudo, dando a ele todas as
condições de realizar a
gigantesca obra intelectual que ele empreendeu. Foi uma verdadeira
“dama”, um
exemplo de humildade, caráter, honradez e delicadeza.
A construção
do pavilhão foi motivada
pela necessidade de um espaço que abrigasse adequadamente
todo o acervo
bibliográfico de Cascudo, bem como funcionasse como um
“Espaço Cultural”,
possibilitando a realização dos mais diversos
eventos: exposições, lançamentos
de livros, apresentações folclóricas e
exibição de vídeos e
documentários.
Obedecendo a mesma arquitetura da casa, todos os elementos
característicos da
construção do início do
século XX foram mantidos, tais como fachada, pintura,
esquadrias e elementos decorativos como os lambrequins. No piso
superior está
abrigada toda a biblioteca do Mestre, composta por 10.000 volumes, com
um
espaço para a pesquisa do acervo, cujo cenário
é o rio Potengi ao longe.
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